O Salvador

O Salvador
Ela se agarrava em mim com uma certa força, não sabia se era por medo ou devido ao frio que fazia estando nos dois de moto sobre uma fina chuva na mad**gada.

De início, pensei em pergunta-la onde iriamos ou onde ela estava hospedada, mas quanto mais eu sentia seu corpo junto ao meu, mas eu desistia de tomar qualquer rumo que não fosse o meu refúgio pessoal.

Quando chegamos em minha casa e desliguei o motor de minha moto, havia um silêncio mortal entre a gente, aparentemente o clima estava pesado demais e já não estávamos respondendo por aquilo que faríamos nas próximas horas. Abri gentilmente o portão e larguei a moto junto ao capacete (e até a chave na ignição) do lado de fora mesmo, um luxo que só um interiorano conhece na prática.

Puxei ela pelas mãos para que entrasse, mesmo que em seguida fechando o seu caminho e lhe dando um beijo como forma de reprimir quaisquer comentários que trouxesse dúvidas ao momento. Então senti que seu corpo estava tremendo, fosse pelo frio ou pela excitação.

Atravessamos a casa enquanto eu ligava as luzes, catei uma toalha e acompanhei ela até o banheiro, no caminho fizemos uma pausa para mais um longo e demorado beijo, agora com mais expressões e movimentos ousados no toque de nossos corpos.

– Não quero que fique resfriada, tome um banho quente… – Disse isso enquanto abria a porta e acendia a luz do banheiro. Ela pegou a toalha e entrou no banheiro, enquanto eu dei as costas e fui caminhando lentamente até a chuva, saindo de casa, me molhei um pouco mais e voltei. Sim, eu estava muito excitado com a situação e nem sabia ao certo o que eu estava fazendo, mas conseguia sentir o meu coração batendo muito forte.

Quando voltei percebi que ela estava ligando o chuveiro e que não havia fechado a porta completamente, deixando-a apenas um pouco encostada. Fui na intenção de fechar por completo a porta, mas não resisti apreciar seu lindo corpo nu molhado entre a fumaça da ducha quente e a água que escorria. Fiquei pasmo por alguns segundos como se tivesse admirando uma supernova que explodia em cores na galáxia.
Ela passou as mãos sobre o rosto e olhou para mim ali, como um voyeur pego no flagra, deu um singelo sorriso de canto de rosto e disse:

– Você não vem? A água está ótima. – Disse ela enquanto virava de costa e expunha sua tatuagem que pareciam folhas que formavam corações.

Eu não tive outra opção a não ser deixar de cerimônia e me despir, me livrando da roupa molhada e visualmente demostrando o quanto eu estava excitado.

Lentamente segurei ela pelas costas e lhe dei um beijo em seu pescoço tocando carinhosamente seus seios. Ela se virou de frente a mim e me beijou arrochando meu corpo contra o seu e me abraçando de forma que suas unhas deixavam marcas leves em minhas costas. Fato que me deixava ainda mais louco como se não houvesse um fim para tal prazer.

Tentei agarrar o sabão na saboneteira, mas distraído por seu beijo derrubei o mesmo no chão com uma incompetente (e proveitosa) falta de coordenação motora. Sorrimos um para outro a meio beijo e lentamente me agachei escorregando uma das mãos pelo seu corpo e apanhando sabonete com outra.

Subi ainda mais lentamente passando o sabonete com extrema delicadeza em suas pernas, fazendo um movimento circular em suas coxas e terminei ajoelhado a meia altura de seu corpo, agarrando em seu bumbum macio e dando-lhe um banho língua que começou em sua cintura e desceu um pouco mais até o local planejado.

Nesse momento ela segurou em meu cabelo com a mão esquerda, na intenção inicial de me impedir, mas quando sua mão direita tocou a parede, alinhando-se em um equilíbrio perfeito, ele reverteu o movimento e me puxou de encontro a “felicidade” ao invés de me empurrar.

Eu não me demorei muito ali, não era ainda o momento certo, subi beijando seu corpo, fazendo uma pequena pausa para cada seio, e fiquei em sua altura acariciando por trás seu cabelo, enquanto ela respondia deitando a cabeça em minhas mãos.

Me afastei um pouco, passei a toalha rapidamente sobre meu corpo, enquanto ela desligava a ducha e amontoava os cabelos secando o excesso de água.

Seu olhar continuava penetrante e eu me sentia extremamente possuído por ela, como se não houvesse singularidade maior que sua presença ao meu lado.

Entreguei a toalha para ela, enquanto observava ainda incrédulo seu lindo corpo sendo enxugado… ela deve ter sentido um pouco tímida, mesmo sabendo do corpo maravilhoso que tinha, mas meu olhar malicioso não ajudava em nada, então ela se enrolou na toalha e eu a conduzi até meu quarto.

Nem mesmo ousei acender as luzes, mas abri a tela de meu 3DS deixando que sua luz fraca iluminasse o ambiente da mesma forma que um celular ligado o faria, só que sem se apagar após um tempo.

Retirei o forro da cama e joguei no chão mesmo, assim como fiz com a toalha que cobria o corpo dela. Dei-lhe um abraço apertado com um beijo e lentamente nos debruçamos na cama.

Muito idiota como sou, quebrei o silencio dizendo algo que nem me lembro mais, ela sorriu e impaciente subiu em meu corpo me beijando e dando uma pequena mordida pouco abaixo de meu pescoço. A mordida foi como um choque excitante em mim, que, em um movimento rápido, girei trocando as posições nossas, ficando por cima e descendo beijando seu corpo.

Comecei acariciando em volta de seus seios com a língua e quando sentia que estavam extremamente excitados, passava de mansinho em sua extremidade fingindo uma pequena mordidinha. Repeti no seio esquerdo o processo, só que com um pouco mais de vontade e quando terminei agarrei ambos, cada um uma das mãos enquanto descia com a língua até seu umbigo acariciando-o deslizei as mãos sobre suas costas, me encaixando logo abaixo de cabeça em sua virilha.

Ela não tinha onde se segurar de início e procurando apoio derrubou alguns livros do criado mudo até que alcançou a cabeceira da cama. Eu podia sentir parte de seu prazer expresso nas contrações que seu corpo fazia. Somado ao prazer que eu sentia, agora sim eu poderia me demorar o tempo necessário.

Minutos depois, retornei todos os movimentos e a abracei beijando sua orelha deslizando mais uma vez a mão e puxando sua perna até a altura de minha cintura e lentamente a sentido por dentro pela primeira vez.

Eu controlava meu folego afim de resisti-la e ela se agarrava a mim sem perdoar as unhas em minhas costas. Eu estava perdido, não sabia mais como reagir a tanto prazer até que ela girou mis uma vez o corpo ficando por cima enquanto eu agarrava sua cintura.

Não havia mais frio, não havia mais o que pensar e não havia mais culpa ou dúvidas. Só havia ela e eu.

Perdemos completamente a noção de horas e eu não escutava mais o barulho da chuva. Os céus tinham cessado qualquer evento que culminaram em nossa noite.

Quando acordei após algumas horas dormida, me levantei, fui até o banheiro enxaguei e torci suas roupas deixando-as a secar nos primeiros raios de sol que surgiam. Suas roupas eram leves e nada mais do que alguns minutos as deixariam usáveis novamente.

Eu não tinha sono, mas sonhava acordado em vê-la ali dormindo como um anjo.

Alguns minutos depois, ela acordou, nenhum pouco assustada com onde estava e trocamos beijos apaixonados.

Em uma súbita loucura, virei para ela e disse:

– Está pronta para começar o dia com o pé direito? Vamos dar um passeio. – Ela ficou confusa no início, mas em seguida se levantou e vestiu suas roupas pouco úmidas. Pegamos um capacete reserva que eu tinha e montamos a motocicleta atravessando a cidade.

Não havia quase ninguém na rua, já que se tratava de um domingo e estava muito cedo. Cruzamos até uns dois quilômetros de estrada de terra e fomos até um vale onde havia uma nascente de difícil acesso, mas que permanecia escondida fora da rota de turistas.

Ajudei ela descer um paredão imenso que escondia o local, ao tempo que enchia ela de expectativa para que não desistisse. Pouco depois chegamos a Cachoeira do Pássaro Nascente, uma queda de água entre dois paredões que formavam uma espécie de caverna.

Como o local era muito próximo a nascente, as chuvas da noite não alteraram suas águas que estavam transparentes, assim como poças de água ao redor estabeleciam um lindo arco íris. Eu me surpreendi pois nunca tinha visto o local tão majestoso como estava aquele dia, ou talvez eu estivesse feliz demais para julgar.

Rapidamente me desfiz de minhas roupas e ajudei ela fazer o mesmo, claramente, ela estava com bastante receio e com certeza imaginara se não podia aparecer alguém ali. Eu desconversei dizendo “Quem seria louco o suficiente em vir as 7hs da manhã para uma cachoeira? ” – Ela riu e com muito esforço de minha parte aceitou entrar na água. A água estava gelada, mas sua naturalidade limpava nossas almas e relaxava nossos corpos. Pouco depois nos sentamos na beira de uma pedra e tomamos um pouco de sol juntos, eu abraçava ela de costas e lentamente acaricia seus seios nus.

Infelizmente sabíamos que era o fim de nossa jornada.

Liguei para um amigo de uma auto elétrica na cidade e pedi para que ele nos encontra-se em 40 minutos, fomos então em direção a cidade e onde o carro havia ficado.
No caminho, senti uma certa tristeza e meu coração doía em pensar que alguns minutos depois ela iria embora e talvez eu nunca mais a viria.

Quando estacionamos a moto e eu retirei seu capacete, notei que seus olhos estavam um pouco avermelhados… ela disse que não era nada, e que estava muito alegre por aquele encontro.

Após meu amigo resolver o problema do carro, tentamos nos despedir um do outro de forma habitual, mas não sabíamos como fazê-lo. Estávamos no meio da rua e algumas pessoas já estavam passando e então lhe dei um beijo na testa enquanto ela olhava para baixo com a mão em meu peito.

Queríamos dizer tanta coisa um para outro, perguntar tanto, mas ninguém sabia como invadir a privacidade alheia naquele momento.
Então Nayara adentrou seu carro e olhou Rodrigo pela janela. Ambos não sabiam se aquilo era um final ou início de uma relação.

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