Cruzámos olhares

Cruzámos olhares
Quem nunca passou um sábado à tarde na esplanada da “Brasileira” no chiado deve fazê-lo. A azáfama Lisboeta, as mulheres (e os homens) bonitos, feios, Portugueses, estrangeiros, compõem um quadro vivo que me faz correr o sangue mais fluidamente, e me faz apaixonar cada vez mais por esta cidade.
E foi numa dessas tardes que cruzámos olhares…
A temperatura permitia o uso de pouca roupa (e que bem me sinto assim), e dava o mote ideal para um pouco de esplanada na companhia de Kafka. Foi então que ela passou. Senti-a olhar-me com curiosidade e eu, por trás dos meus óculos escuros, introvertido que sou, olhei-a discretamente, o suficiente para assimilar os seus contornos, magra, lindíssima, o cabelo e a pele clara indiciavam ser de outra nacionalidade, mas isso pouco importa. Sentou-se à minha frente, os seus olhos fugiam até mim variadíssimas vezes, ao que fui correspondendo com um olhar cada vez mais fixado. Substituo a segurança das lentes escuras pelos meus óculos “de ver” e começo a perder o interesse pela leitura. Ela olha e ri, vai balançando as pernas e eu não consigo tirar a vista daquele pouquinho de cueca que ela vai deixando mostrar, ao abanar suavemente a saia.
“Vou ter de a abordar” pensei. “Se deixar escapar esta aventura, vou-me a arrepender certamente”. A minha timidez sempre foi uma inimiga, mas se há forma de superar é enfrentá-la. Levanto-me calmamente, sempre no seu campo de visão e dirijo-me a ela:
“You know there are better things than look” disse-lhe, por entre o sorriso rasgado que me caracteriza.
Ela riu e perguntou “Do you have a place?” “Sure, come!” afirmei-lhe enquanto lhe estendia a minha mão. Segurou-a e deixou-se levar. Descemos em direção ao metro, ainda de mãos juntas, situação que achei deveras engraçada, aos olhos dos outros eramos um comum casal que passeava de mão dada, mal sabiam que nos dirigíamos para minha casa, sem nos conhecermos, para passar uma tarde de foda selvagem, louca, uma tarde de prazer, até o ambiente não cheirar a mais nada se não a sexo.
Durante a viagem fomos trocando uns mimos. Para quê falar? Pouco nos interessava a conversa fiada do costume. Ao invés, tivemos um percurso despojado, beijos mais ou menos intensos, mãos que se atreviam a tocar partes do corpo, sem pudor nem vergonha das pessoas que nos rodeavam.
Chegámos a casa. Finalmente a liberdade desejada para nos possuirmos a bel-prazer. Logo a levantei ao ar, ao que ela corresponde entrelaçando as pernas à minha volta. Sentia-lhe a cona, bem colada ao meu pau, ela adorava roçar-se.Levei-a para o quarto, deito-a na cama e logo nos despimos. Ela não hesita e põe o pau na boca…Um broche bem ofegante, de quem está ansiosa por ser fodida de todas as maneiras e feitios. Ela deita-se, de barriga para cima e de pernas bem abertas. Logo percebi que era um convite a enfiar o meu caralho bem teso naquela cona quente e molhada. Mas ainda não estava na altura, vou mas com a língua. Chupava-a enquanto lhe metia dois dedos no buraquinho. Ela gemia de forma cada vez mais intensa o que me punha louco. Chegou o momento! Puxo-a para mais perto e começo a roçar o pau e a encostar a cabeça no buraco, sem meter. Ela está doida e puxa-me para dentro dela. Eu não deixo. Sou eu que vou decidir quando te vou penetrar. Após alguns segundos de provocação, vou metê-lo! Bem devagarinho! O gemer dela intensifica e eu começo a fodê-la bem suave. O ritmo vai aumentando, até que ela se põe de 4 e diz: “Fuck me hard!” “Hard?” “Eu dou-te hard!”…Fodo-a cada vez mais rápido enquanto lhe agarro firmemente o cu, e lhe vou dando umas palmadas…ela adora e solta um grito, enquanto se vem! Cum in my mouth!” Nunca o tinha feito mas confesso que sempre o quis fazer. Antes de atingir o climax, tiro-o da humidade da sua cona, seguro-lhe na cabeça e masturbo-me para a sua boca aberta, esperando o meu leite. Ficou com a boca cheia, perguntou onde era a casa de banho, lavou-se e foi embora.
Eu fiquei deitado, a fumar o meu cigarro pós-coito e a divagar em pensamentos, “Adoro esta cidade!”.

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